A pós-modernidade trouxe consigo um leque
de mudanças rápidas e truculentas em
nossas vidas. Estamos na era do conhecimento, e conhecimento
só pode ser gerado por pessoas, por isso as
organizações estão valorizando
tanto o capital humano. E por conta disso, os profissionais
que sobreviverão serão aqueles que
mais rapidamente se adequarem e aprenderem com as
mudanças. Entretanto, tais mudanças
não afetam somente a nossa vida profissional,
mas também nossas vidas particulares. Mudanças
culturais, de comportamentos e de hábitos,
trazidos pela globalização afetam profundamente
nossas vidas.
Na maioria das vezes, até mesmo inconscientemente,
encaramos as mudanças como algo perigoso e
que pode nos prejudicar. Esse pensamento é natural
e até saudável. Mas de modo algum pode
nos paralisar. Diante da realidade de nossos tempos,
temos que aprender a olhar para as mudanças
como oportunidades de aprendizado e superação.
Além de não termos medo da mudança,
devemos até desejá-la.
Em Marcos 4.35 lemos: “Naquele dia ao anoitecer,
disse ele aos seus discípulos: ‘Vamos
para o outro lado.’”. Jesus havia tomado
uma decisão, precisam levar a Boa Nova para
o outro lado do Mar da Galiléia. Era algo
que não podiam esperar. Estavam em terra firme,
era noite, poderiam dormir naquele lugar e seguir
viagem pela manhã, mas Jesus decidiu mudar
os planos. E quando de repente, estando eles dentro
do barco no meio do mar, surgiu um vendaval (Mc 4.37),
os discípulos ficaram perturbados! Talvez
até tenham pensado: “mas por que tivemos
que mudar os planos, estava tão bom lá em
terra firme!”. O medo deles era tanto que até acordaram
Jesus (Mc 4.38).
Quantas vezes em nossa vida profissional esperneamos
e brigamos por conta das mudanças que ocorrem.
Parece que estamos passando no meio de um temporal.
Os nossos líderes nos cobram coisas novas,
e nós, apenas lamentamos: “mas a vida
toda fiz desse jeito! Por que tenho que mudar agora!”.
Nossa vida se torna um eterno murmúrio, descontamos
nossa ira em nossos familiares e, quando menos imaginamos,
tudo parece estar indo por água a baixo. Culpamos
a todo mundo, menos nós mesmos e à nossa
falta de fé.
Acredito que a mesma resposta que Jesus deu aos
seus discípulos, ele daria a nós: “Por
que vocês estão com tanto medo? Ainda
não têm fé?” (Mc 4.40).
Jesus estava no mesmo barco que eles, e mesmo assim
duvidaram, não tiveram fé. Olhando
para este trecho, fico abismado como os discípulos
podiam estar tão cegos, o próprio Filho
de Deus estava ao lado deles e eles temiam o vendaval!
Infelizmente cometemos o mesmo erro. Cremos que Jesus
está ao nosso lado e no mesmo barco, que somos
templos do Espírito Santo, mas mesmo assim
qualquer ventinho nos assusta!
Este trecho bíblico nos ensina duas grandes
lições com relação às
mudanças em nossas vidas:
1. Não podemos temer as mudanças.
Elas são inevitáveis. Devemos ter coragem
e enfrentá-las, pois desta forma não
só Jesus se agradará com nossa atitude,
também os nossos líderes se agradarão.
2. Precisamos ter fé. Cada vez mais é necessário
depositarmos nossa confiança em Jesus, e não
em nossas limitadas capacidades. Com certeza, aquilo
que não pudermos fazer, Ele o fará!
Temos que encarar as mudanças como algo positivo
e que nos ajudará enquanto pessoas e servos
do Senhor, “pois Deus não nos deu um
espírito de covardia, mas de poder, de amor
e de equilíbrio”. [2Tm 1.7]
Vamos para o outro lado?!
Um abraço do seu irmão em Cristo,
Marcos Nonato
Administrador de Empresas, 31,
Assessor na Gestão do Capital Intelectual.