Contexto
 
   

CLAUDIA SANTOS - QUALIDADE DE VIDA
Stress

Lembro-me de um tempo onde qualquer diagnóstico dado pelo pediatra a meus filhos, no final de um consulta, era “virose”. Hoje estamos vivendo um tempo parecido no mundo de adultos e até de crianças, onde o diagnóstico tem sido o mesmo: STRESS.
Stress é a resposta do organismo a determinados estímulos que representam circunstâncias súbitas ou ameaçadoras. Para se adaptar à nova situação, o corpo desencadeia reações que ativam a produção de hormônios, entre eles a adrenalina. A Adrenalina é um hormônio produzido por nosso corpo e tem a função de fazer nosso organismo se defender. A produção de Adrenalina durante certo tempo é benéfica para nós, pois faz com que nosso organismo esteja apto a se proteger de agressões. O problema é que nossas condições de vida fazem com que esse tempo seja muito longo e por isso o corpo fica muito mais em estado de atenção do que em estado de equilíbrio que seria o normal.

Quando nos deparamos com alguma situação conflitante em nossa vida como: problemas de relacionamento, excesso de atividade ou má organização do tempo, falta de descanso, problemas financeiros ou qualquer outra situação que nos tire do equilíbrio, entramos numa posição de alerta em nosso organismo. Nesta fase surgem problemas fisiológicos como a taquicardia. O indivíduo pode se controlar gerenciando ou solucionando a situação. Contudo, quando a situação em si passa e o indivíduo, continua a vivê-la, dizemos que o indivíduo vive em uma situação de stress, onde, por exemplo, os problemas do trabalho são levados para casa, ou os de casa para o trabalho. Neste estado o indivíduo perde o controle da situação e surgem sintomas como: dor de cabeça, insônia, perda ou ganho de peso, diminuição da libido, má digestão entre outros. Com esses sintomas circundando o nosso corpo estamos em constante posição de alerta. Ás vezes nós os ignoramos e com o passar do tempo eles evoluem para uma fase de esgotamento do organismo levando ao surgimento de doenças crônicas.

Existem publicados vários conselhos para cuidar do stress. Quero ressaltar alguns a luz da bíblia. Primeiro, importe-se com o seu corpo. Se estiver lhe faltando motivos para isso lembre-se Deus habita em você (I Co 6;19). O inicio da cura é realmente cuidar daquilo que Deus te deu, o corpo.

Tenha boa alimentação. Alimente-se de forma saudável. Como Daniel fez uma experiência (Dn. 1) aconselho você a fazer o mesmo e ver os resultados, coma verdura, legumes e beba água. Faça refeições regulares.

Tenha um momento de descanso, até Deus que não precisava, no sétimo dia descansou (Gn 2;2). O domingo deve ser usado não somente como o dia de louvor a Deus, mas também como um dia em que todas as suas atividades são diferentes das demais. Se você trabalha por escala, lembre-se de usar o seu dia de folga para exercitar atividades diferentes e ter um dia de folga do trabalho.

Emocionalmente falando, controle o seu temperamento (Ecl. 7;9) Tenha paciência (Pv. 25;15). Pense sempre antes de agir (Pv. 19;2). Não seja vingativo, entregue suas causas a Deus. (Pv. 20;22) Seja mais generoso (Pv. 11;25). Não queira ser perfeito, todos nós estamos sujeitos a errar (Ecl. 7;20). Planeje o que fazer no trabalho, como pagar suas contas, o seu momento de lazer. (Pv. 16;3)

Estar alegre produz saúde (Pv. 17;22). Você pode obter isso dando respostas calmas (Pv. 15;1). Aumentando o número de amigos. (Pv. 17; 17). Perdoando mais (Pv. 17;9). Desfrutando da vida em família (Ecl. 9;9)

Além de tudo isso, não se esqueça que você tem um DEUS, que está perto (Sl. 145;18 ). Por isso leve a Ele todos os seus problemas em oração ( Fp. 4;6). Ao orar conte os seus problemas a Deus como alguém que realmente está a conversar (Sl. 142;2). Fale em voz alta a sua oração. Chore diante D’ele (Sal. 55;10). Esta é uma forma saudável de colocar para fora aquilo que lhe aflige, ou seja, uma catarse.

Faça a sua parte e você perceberá que Deus já está fazendo a D’ele. Assim, você experimentará o cumprimento de sua promessa: termos uma paz completa em nosso coração e mente (Fp. 4;7).

Um abraço,