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PAPEIS AVULSOS - JUNIA BANDEIRA
Diversidade Tecnológica
Para quem nasceu aproximadamente há uns dez anos atrás em meio a uma revolução tecnológica, é impossível imaginar o mundo sem o computador, sem os moderníssimos celulares que servem tanto de e-mail, como rádio, GPS e etc.
Há diversidade tecnológica não somente nesses equipamentos, mas também no avanço da ciência, das armas, e nesse contexto vemos a tecnologia usada para diversos fins, tanto para o bem como para o mal.
No filme “O Exterminador do Futuro – A Salvação” que estave em cartaz nos cinemas, percebe-se nitidamente que cada dia mais a um esquecimento do valor da vida humana, da questão ética da lei de auto-preservação do humano tanto discutido por pensadores como Thomas Hobbes e que continua sendo pauta de discussão de pensadores contemporâneos como Paul Virilio, Gerard Lebrun dentre outros.
Gerard Lebrun em um de seus textos cita uma frase de Jonas Hans que encontramos no livro “O Princípio da responsabilidade” que diz: “Aja de modo que os efeitos de sua ação sejam compatíveis com a permanência de uma vida autenticamente humana na Terra.” Jonas reconhece em seu texto que é demasiadamente difícil “legitimar teoricamente” a obrigação de evitar um mal que não diz respeito a nossa geração, mas que afetará as próximas, sem recorrer à religião. A grande dificuldade é que Deus também não se encontra historicamente em pauta na nossa época, pouco se houve falar Dele, os holofotes estão em questões de desenvolvimento tecnológico e econômico.

O Exterminador do futuro nos mostra essa questão de forma clara em uma das falas do protagonista John Connor: “Combatemos há tempo, e estamos em menor número, às máquinas nos superaram... a vitória está na alma do espírito humano, não nas mãos das máquinas...”

Por mais que haja um grande poder de destruição sendo criado e que será difícil destruir, e encontra-se muito bem relatado no Exterminado do futuro, é a alma do espírito humano representado pelo coração, única parte humana de uma das máquinas e que se torna a salvação da humanidade.
Mas é preciso ter o cuidado para não se enganar e usar o avanço tecnológico como bode expiatório para tudo que possa ocorrer de ruim, é necessário ser pertinente e analisar cada situação, como bem disse Jonas Hans é preciso criar um “poder de terceiro grau ” que restitua ao aprendiz de feiticeiro o controle da força que ele desencadeou.
Como não é possível decidir por aqueles que realizam tal processo, é preciso ao menos questionar a finalidade de cada projeto, estando sempre a par de cada acontecimento, lembrando sempre que mais do que máquinas precisamos de humanidade.
Hobbes, Thomas (1588-1679) Filósofo materialista inglês, foi um empirista mas, na história da filosofia, é considerado sobretudo um pensador político.
LEBRUN, Gerard. A filosofia e sua história. Tradução: Carlos Alberto Ribeiro de Moura e Maria Lúcia M. O. Cacciola. Editora Cosac Naify, 2006. SP
Poder de primeiro grau – o homem exerce sobre a natureza graças à técnica.
Poder de segundo grau – está fadado a uma progressão (ou a uma fuga para frente) ilimitada, que vem da reparação, mediante inovações aos danos que foi produzido.
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